O que é Custo Efetivo Total (CET) e por que ele importa mais que a taxa
Duas propostas com a mesma taxa de juros podem custar valores bem diferentes. Entenda o CET e aprenda a comparar contratos de crédito com segurança.
Por Equipe Grupo GWF Cred
Consultoria de crédito em São Paulo (SP)
A taxa de juros conta só metade da história
Quando alguém compara duas propostas de empréstimo, o primeiro número que salta aos olhos é a taxa de juros mensal. O problema é que a taxa isolada ignora tudo o que é cobrado em volta da operação: tarifa de cadastro, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), seguro prestamista, registro de garantia e outras despesas.
É por isso que o Banco Central determina que as instituições financeiras informem o Custo Efetivo Total antes da contratação. O CET reúne, em um único percentual anual e mensal, absolutamente tudo o que sai do seu bolso na operação.
Como o CET é composto
O cálculo parte do valor efetivamente liberado para você e do fluxo de pagamentos que você assume. Todos os encargos entram na conta:
- Juros remuneratórios cobrados pela instituição;
- IOF, tributo federal incidente sobre operações de crédito;
- Tarifa de cadastro, quando aplicável na primeira operação;
- Seguros vinculados ao contrato, quando contratados;
- Custos de registro e avaliação de garantias.
Um exemplo prático
Imagine um empréstimo de R$ 10.000,00 pago em 24 parcelas de R$ 618,48. O total desembolsado chega a R$ 14.843,52. A taxa de juros informada é de 3,40% ao mês (49,90% ao ano), mas o CET fica em 4,20% ao mês (64,40% ao ano), porque incorpora IOF, tarifa e seguro.
Agora suponha uma segunda proposta com taxa de 3,60% ao mês, aparentemente pior, mas sem tarifa de cadastro e sem seguro. É perfeitamente possível que o CET dela seja menor. Sem comparar o CET, a escolha seria feita com base no número errado. Os valores citados são ilustrativos e variam conforme perfil, prazo e instituição.
Três perguntas antes de assinar
Antes de aceitar qualquer proposta, peça essas informações por escrito e guarde o documento:
- Qual é o CET mensal e anual desta operação?
- Qual é o valor total que vou pagar ao final do contrato?
- Existe seguro ou tarifa embutida? Ela é obrigatória?
Conclusão
Comparar o CET não gera custo algum e ajuda a identificar qual proposta sai mais cara ao longo do contrato. Se a instituição resistir a informar o CET de forma clara, isso por si só já é um sinal de alerta.
Sobre este conteúdo: texto escrito pela equipe da Grupo GWF Cred, consultoria de crédito com atendimento presencial na Rua Afonso Sardinha, 95, Conj. 144 Sala 1, Lapa, São Paulo (SP), a partir da nossa rotina de atendimento a pessoas físicas, MEIs e empresas da região.
Não constitui oferta de crédito nem recomendação individualizada. Valores citados são ilustrativos e variam conforme perfil, prazo e instituição. O Grupo GWF Cred não é instituição financeira e nunca cobra qualquer valor antecipado.
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